Um pouco da nossa galeria

Di Cavalcanti, uma viagem à alma brasileira.































































































































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" - A mulata, para mim, é um símbolo do Brasil. Ela não é preta nem branca. Nem rica nem pobre. Gosta de música, gosta do futebol, como nosso povo. (...)"


"Moço continuarei até a morte porque, além dos bens que obtenho com minha imaginação, nada mais ambiciono."


"No carnaval eu sempre senti em mim a presença de um demônio incubo que se desvendava como um monstro, feliz por suas
travessuras inenarráveis. É uma das formas de meu carioquismo irremediável e eu me sinto demasiadamente povo nesses dias de desafogo dos sentimentos mais terrivelmente terrenos de meu ser..."


"... "Fon-Fon" publicou a primeira caricatura de minha autoria. Depois tomei o trem para São Paulo. Fui para Ribeirão Preto. Em Ribeirão Preto vivi uma vida estranha. Marcava dormentes na Mogiana, com meu querido tio Ariosto e freqüentava os cabarés da cidade.
Ribeirão Preto iniciou-me no amor ao cabaré. Voltei ao Rio. E decidi ser mais depressa possível um profissional das artes e, se possível, das letras."


"A exposição de Anita Malfatti em 1917 foi a revelação de algo mais novo do que o impressionismo, mas Anita vinha de fora, seu modernismo, como o de Brecheret e Lasar Segall, tinha o selo da convivência com Paris, Roma e Berlim. Meu modernismo coloria-se do anarquismo cultural brasileiro e, se ainda claudicava, possuía o Dom de nascer com os erros, a inexperiência e o lirismo brasileiros."


"...Paris pôs uma marca na minha inteligência. Foi como criar
em mim uma nova natureza e o meu amor à Europa transformou meu amor à vida em amor a tudo que é civilizado. E como civilizado comecei a conhecer a minha terra."




Uma Flor para Di Cavalcanti

Esta é uma flor para Di,

uma flor em forma di-ferente: de flor-mulher,

desabrochada onde querque exista amor e verão.

Verão como a cor cinti-la nas curvas,

e sorri nesse púrpuro arrebolque

Di tirou do seu Riocoado de mel e sol.

Uma flor-pintura, zi-nindo o canto de amor

que acompanhou toda a vi-da do pincel,

o gozo-dor de criar e de sentir,

di-vina e tão sensual ração que coube,

na Terra, a Di.


Carlos Drummond de Andrade



... Que bom que existas,

pintorEnamorado das ruas

Que bom vivas, que bom sejas

Que bom lutes e construas

Poeta o mais carioca

Pintor o mais brasileiro

Entidade mais dileta

Do meu Rio de Janeiro-

Perdão meu irmão poeta

Nosso Rio de Janeiro


(Vinícius de Morais,setembro de 1963)




















































































































































































































































































































































































































































































































1 Comment:

Dani (ela) said...

Mônica VOCÊ está de parabéns.

me emociona seu amor pela arte, viu?

mil flores pra vc também, minha querida.

Visitante